biografia

 

Auto Retrato Biográfico

Aprendi a desenhar estrelas com minha avó Maria de Nazaré, aos cinco anos de idade, habilitando-me desse modo como pequeno inventor de constelações para as paredes de nossa casa... desenhadas com carvão ou pequenos fragmentos de tijolos.

Desorientado nesse universo, mas atraído pela arte, continuei desenhando sempre intuitivamente; a ponto de participar de uma exposição de arte, pintando pela primeira vez, em 1968. Tinha dezoito anos e mostrei cinco pinturas em óleo sobre tela (70X50), fortemente seduzido pela linguagem, pela técnica e pela temática de Cândido Portinari. O evento ocorreu num casarão antigo, pertencente ao Instituto Histórico e Geográfico de São Vicente, na Baixada Santista e mostrava um valioso acervo de obras de arte, de vários colecionadores, entre as quais constavam, Wega Néri, Flávio de Carvalho, Di Cavalcanti, Vitor Brecheret e o próprio Cândido Portinari, ao lado dos quais tive o inusitado privilégio de mostrar minha pintura principiante.

Por volta do ano de 1972, trabalhando durante o dia, nos escritórios da Petrobrás em Santos, ingressei no curso de Artes Plásticas da Faculdade Santa Cecília, no período noturno. Em 1975 decidi entrar para a vida religiosa num Convento Franciscano na cidade de Guaratinguetá, São Paulo, interrompendo meus outros projetos.

Em 1980, participei por dois anos, das Oficinas Gráficas do Museu de Arte Moderna, o MAM, em São Paulo, criadas e coordenadas por Aparício Basílio e Maria Del Carmen Perez Sola, desenvolvendo o conhecimento das técnicas da gravura em metal e impressão. Na orientação contamos com Arriet Chahin e Fábio Hanna. Nesse período fizemos contacto com alguns mestres da gravura como Marcelo Grassman, Lucila Sartori, Rubens Matuck, Nori Figueiredo, Octávio Araújo, Norberto Stori, Thommaz Ianelli, Pedro Seman, Fang, Guerssoni, Tomi Otake, Márcio Périgo, Antonello L’abatte, Carola Trimano, Marina Caran, Aldemir Martins, Lívio Abramo, entre outros igualmente importantes artistas da história das Artes no Brasil, além de ter me tornado, juntamente com o artista Lorenz Heilmair, assíduo freqüentador do Atelier de Maria Perez Sola, em Itapecerica da Serra onde usufruí por alguns anos, do seu amplo conhecimento em monotipia e as variadas possibilidades técnicas da gravura.

Em 1987, fiz um curso de joalheria no atelier Oficina, na Rua dos Franceses, com os mestres joalheiros Mírian e Roberto, com a duração de dois anos.

Em 1990, iniciei a atividade de Belenista, produzindo presépios e colecionando conjuntos desse tema, provenientes de vários países, em diversas partes do mundo. Comecei a produzir e a montar nesse mesmo ano, exposições com o acervo reunido, enriquecidas pelos acervos, graciosamente emprestados, de outros colecionadores como Maria Eugênia Cova de Arriola (consulesa do México), Tarcízio José Peixoto e Ronaldo Zafalon (antiquários), desenvolvendo para esses eventos algumas técnicas da cenografia, museografia e iluminação. Nesta atividade já conto com aproximadamente quarenta exposições executadas, somando cerca de uns mil e duzentos presépios reunidos e apresentados, incluindo as mostras feitas em 2004 e 2006, no salão nobre do Palácio Santo Agostinho e subsequentemente outras cinco exposições no Espaço Cultural do campus universitário da USF, de Bragança Paulista.

Em 1991, numa igreja de Rodeio, Santa Catarina, na busca de ampliar meu aprendizado, assessorei a elaboração e a execução de um projeto de painel de aproximadamente cem metros quadrados de extensão, na técnica do afresco, criado pelo artista Lorenz Heilmair, que tem seu Estúdio de Vitrais e Mosaicos em Curitiba. Nessa circunstância desenvolvi a técnica do desenho com pincel seco, elaborando uma série de mais de uma centena de ilustrações com o tema São Francisco; que resultou na edição de calendário impresso.

Concomitantemente tive meu primeiro contacto com a argila, iniciando minhas primeiras esculturas, de modo intuitivo, em 1992 e 1993 ingressei no Liceu de Artes e Ofícios, na Rua da Cantareira em São Paulo para me aprofundar no conhecimento e na abordagem das técnicas da escultura em barro, com o mestre Messias e com a professora Lalada Dalglish, ceramista formada pela Universidade de Berckley, EUA.

Algum tempo depois, convidado pela Secretaria de Cultura de Santa Rosa de La Pampa na Argentina, juntamente com Perez Sola, participei do 1er. Encuentro Latino – Americano de Artistas Del Grabado, como professor de técnicas alternativas para a gravura.

Sempre que achei conveniente, expus meu trabalho, sem quaisquer pretensões de notoriedade, reconhecimento ou coisa parecida, mas pela simples satisfação de torná-lo acessível e público.

Nessa trajetória, recebi em meu atelier, de 1980 a 2004, amigos artistas para o exercício da Arte e também artistas do povo morador das ruas da cidade para o aprendizado de técnicas como desenho, gravura, escultura, cerâmica, partilhando algum conhecimento que até então eu houvera reunido.

Apesar de não me preocupar com aspectos mercadológicos das Artes, disponibilizei algumas de minhas obras, adquiridas por alguns colecionadores da Alemanha, Portugal, França, Estados-Unidos, Coréia do Sul, Japão, Itália e Argentina.

Frei Pedro da Silva Pinheiro, OFM Fevereiro de 2011.

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